DSpace at My University FLSC - Faculdade de Letras e Ciências Sociais FLSC - História
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dc.creatorUqueio, Amândio Orlando-
dc.date.accessioned2026-06-18T10:20:27Z-
dc.date.issued2026-03-
dc.identifier.urihttp://monografias.uem.mz/handle/123456789/5641-
dc.description.abstractThis work analyzes the Fortress of Our Lady of the Conception of Maputo as a historical cultural heritage and space of memory, with a particular focus on its re-signification as a place of memory of anti-colonial resistance. Historically associated with the exercise of power and Portuguese colonial domination, the Fortress is today one of the most emblematic monuments of the city of Maputo, assuming a central role in debates about heritage, memory and national identity in the post-independence context. The study has the specific objectives of analyzing the historical context of the Fortress of Maputo, examining the monument as a space of memory of anti-colonial resistance, evaluating the state of conservation and management of the heritage, and understanding the perceptions of visitors about the historical narratives presented. It starts from the understanding that cultural heritage is not just a set of material goods, but a symbolic field where memories are selected, interpreted and socially disputed (Arantes, 2006). Methodologically, the research adopts a qualitative approach, using bibliographic analysis, direct observation of the heritage space, and interviews with visitors to Fortaleza, conducted in August 2025. The analysis shows that, despite the efforts at musealization in the post-independence period, a predominance of colonial narratives persists in the historical exhibition of the monument, limiting the appreciation of the memory of Mozambican anti-colonial resistance. The visitors' perceptions reveal the existence of a critical reading of the monument, marked by the demand for more inclusive narratives, capable of integrating symbols, protagonists, and historical experiences associated with resistance to colonialism, a fundamental process in the construction of national memory (Barreto, 2011). It is concluded that the Maputo Fortress should be understood as a space of memory in permanent dispute, whose potential as historical cultural heritage depends on the critical review of museological narratives and the incorporation of multiple voices in the construction of Mozambican history and identity. (TRADUÇÃO NOSSA)pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Eduardo Mondlanept_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectFortaleza de Maputopt_BR
dc.subjectPatrimónio culturalpt_BR
dc.subjectMemóriapt_BR
dc.subjectResistência anticolonialpt_BR
dc.subjectMusealizaçãopt_BR
dc.titleA Fortaleza de Maputo como espaço de memória da resistência anticolonial: disputas narrativas e desafios na salvaguarda do patrimônio histórico (1975 até a actualidade)pt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Cursopt_BR
dc.contributor.advisor1Timba, Moisés-
dc.description.resumoO presente trabalho analisa a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Maputo enquanto património cultural histórico e espaço de memória, com particular enfoque na sua ressignificação como lugar de memória da resistência anticolonial. Historicamente associada ao exercício do poder e à dominação colonial portuguesa, a Fortaleza constitui hoje um dos monumentos mais emblemáticos da cidade de Maputo, assumindo um papel central nos debates sobre património, memória e identidade nacional no contexto pós-independência. O estudo tem como objetivos específicos analisar o contexto histórico da Fortaleza de Maputo, examinar o monumento como espaço de memória da resistência anticolonial, avaliar o estado de conservação e gestão do património e compreender as perceções dos visitantes sobre as narrativas históricas apresentadas. Parte-se do entendimento de que o património cultural não é apenas um conjunto de bens materiais, mas um campo simbólico onde memórias são selecionadas, interpretadas e disputadas socialmente (Arantes, 2006). Metodologicamente, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, recorrendo à análise bibliográfica, à observação direta do espaço patrimonial e à realização de entrevistas a visitantes da Fortaleza, realizadas no mês de agosto de 2025. A análise evidencia que, apesar dos esforços de musealização no período pós-independência, persiste uma predominância de narrativas coloniais na exposição histórica do monumento, limitando a valorização da memória da resistência anticolonial moçambicana. As perceções dos visitantes revelam a existência de uma leitura crítica do monumento, marcada pela reivindicação de narrativas mais inclusivas, capazes de integrar símbolos, protagonistas e experiências históricas associadas à resistência ao colonialismo, processo fundamental na construção da memória nacional (Barreto, 2011). Conclui-se que a Fortaleza de Maputo deve ser compreendida como um espaço de memória em permanente disputa, cujo potencial enquanto património cultural histórico depende da revisão crítica das narrativas museológicas e da incorporação de múltiplas vozes na construção da história e da identidade moçambicanas.pt_BR
dc.publisher.countryMoçambiquept_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Letras e Ciências Sociaispt_BR
dc.publisher.initialsUEMpt_BR
dc.subject.cnpqCiências Humanaspt_BR
dc.subject.cnpqHistóriapt_BR
dc.description.embargo2026-06-18-
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